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Arquitetura Sustentável

Coberturas Ajardinadas

cobertura ajardinada

A integração de coberturas ajardinadas — também conhecidas como coberturas verdes — é cada vez mais comum em projetos residenciais contemporâneos. Estas soluções são mais do que elementos estéticos: representam uma abordagem funcional, ecológica e altamente eficiente do ponto de vista arquitetónico e urbano.

 

O que são coberturas verdes?

Trata-se da aplicação de vegetação sobre uma cobertura plana (ou com ligeira inclinação), utilizando camadas técnicas específicas para garantir a estanquidade, drenagem e suporte de vida vegetal. Existem dois tipos principais:

  • Coberturas extensivas: com vegetação de baixa manutenção (musgos, sedum, ervas).
  • Coberturas intensivas: com plantas maiores, relvados, até árvores — exigem maior estrutura e manutenção.

Aplicações em apartamentos e moradias

  • Apartamentos (coberturas de edifícios): Ideais para transformar a laje superior em espaço comum verde, melhorar o isolamento térmico e reduzir o escoamento pluvial.
  • Moradias unifamiliares:  Excelente opção para coberturas de garagens, anexos ou mesmo o volume principal, contribuindo para o conforto térmico e integração paisagística.

Vantagens arquitetónicas e técnicas

  • Isolamento térmico e acústico natural
  • Melhoria da eficiência energética
  • Aumento da biodiversidade urbana
  • Retenção e filtragem de águas pluviais
  • Valorização estética e económica do imóvel

Camadas técnicas de uma cobertura ajardinada

  1. Impermeabilização com resistência à raiz
  2. Barreira contra raízes (em sistemas intensivos)
  3. Camada de drenagem e retenção de água
  4. Filtro geotêxtil
  5. Substrato leve e adaptado
  6. Vegetação escolhida segundo o tipo de cobertura

O que considerar na fase de projeto?

  • Carga admissível da estrutura
  • Orientação solar e regime pluviométrico
  • Facilidade de manutenção
  • Sistema de rega e acessos técnicos

Um passo para a cidade verde

Ao integrar coberturas verdes em habitações, contribuímos não só para a qualidade de vida dos utilizadores, mas também para uma cidade mais resiliente às alterações climáticas.

No nosso atelier, temos experiência em soluções integradas de coberturas verdes, adaptadas ao contexto português e às exigências de cada projeto.

Hortas em Casa: Soluções para Apartamentos e Moradias

horta apartamento

A inclusão de hortas urbanas em contextos residenciais — nomeadamente em apartamentos e moradias — é hoje uma opção viável, funcional e valorizada pelos clientes mais conscientes. No atelier, entendemos estas hortas não apenas como tendência, mas como parte integrante de uma arquitetura sustentável e centrada no utilizador.

 

Apartamentos: otimização e criatividade

Nos projetos de apartamentos, o maior desafio é o aproveitamento do espaço disponível. Mas com um bom desenho, é possível integrar hortas até nos ambientes mais compactos:

Varandas com painéis verticais: estruturas leves em madeira ou metal, com vasos modulares, ideais para cultivar aromáticas e pequenos vegetais.

Jardins suspensos em janelas: aproveitamento de soleiras com floreiras integradas na caixilharia.

 

Mini-hortas de interior: pequenas estruturas com iluminação LED própria, ótimas para cozinhas modernas.

 

Do ponto de vista técnico, é essencial garantir:

Boa ventilação e exposição solar;

Substratos leves e bem drenados;

Acessibilidade para rega e manutenção.

 

Moradias: integração no espaço exterior

Em moradias unifamiliares, a flexibilidade espacial permite uma abordagem mais integrada ao desenho da horta:

Canteiros integrados em jardins ou decks;

Hortas modulares junto a muros ou divisórias;

Coberturas vegetadas com área de cultivo, que ajudam no conforto térmico da casa;

Estufas pequenas, perfeitas para zonas com clima mais rigoroso.

 

Aqui, o planeamento deve considerar:

A proximidade à cozinha (usabilidade);

A existência de fontes de água próximas;

O uso de materiais duráveis e integrados no conceito estético da casa.

 

As nossas dicas:

Em apartamentos, usar estrutura vertical com sistema de irrigação por capilaridade.

Em moradias, prever a horta já na fase de estudo prévio, de forma a integrá-la com o paisagismo.

Evitar improvisos: mesmo pequenas hortas precisam de planeamento técnico (drenagem, acessos, manutenção).

 

A arquitetura pode — e deve — ser um meio para uma vida mais sustentável. Com um bom projeto, uma horta em casa pode ser mais do que um elemento decorativo: pode ser parte ativa da vivência do espaço.

 

A A+D Studio Arquitectura poderá ajudá-lo a escolher as melhores soluções para o seu projecto e à medida das suas expectativas.

Chegou a Primavera, Vamos Plantar!

A primavera chegou e trouxe consigo os dias mais longos, mais sol e, claro, a melhor época do ano para dar vida ao nosso espaço ao ar livre! Se está a pensar em plantar umas flores, ervas ou até mesmo criar um mini jardim na varanda, agora é a altura perfeita para começar. Vamos aproveitar esta estação para transformar a nossa casa num refúgio mais verde e acolhedor.

Porquê a Primavera é a Melhor Estação para Plantar?

A primavera é uma época de renascimento e crescimento. Com temperaturas amenas e mais horas de luz, esta estação oferece as condições ideais para começar a plantar. As flores começam a desabrochar, as árvores ganham folhas e, cá fora, tudo parece estar a acordar — e com isso, surge a vontade de levar um bocadinho dessa renovação para dentro de casa ou para o nosso jardim.

Dicas para Começar a Plantar

Se está a começar agora e não sabe bem por onde começar, aqui ficam algumas dicas simples:

  • Escolha plantas que se adaptem ao seu espaço: Se tem um jardim grande, pode apostar em plantas mais robustas e até árvores pequenas. Se vive num apartamento ou tem uma varanda, experimente plantas mais pequenas como suculentas ou ervas aromáticas. São práticas e ficam super bem!
  • Prepare o solo: Não basta simplesmente colocar as plantas na terra. O solo precisa de ser bem preparado — se for preciso, adicione fertilizante ou materiais para garantir que a drenagem e os nutrientes estão em equilíbrio.
  • Pense na estética e no layout: A arquitetura também pode inspirar a escolha e o posicionamento das plantas. Use-as para complementar o seu espaço, criando uma harmonia entre a construção e o verde. Além de bonitas, as plantas podem criar um ambiente ainda mais acolhedor.

Como é que as Plantas podem transformar a sua Casa?

Plantar não é só uma questão de estética — as plantas trazem benefícios reais para o seu bem-estar. Elas ajudam a purificar o ar, reduzem o stress e ainda tornam qualquer espaço muito mais agradável.

  • Plantas em casa: Seja no hall de entrada, na sala de estar ou na cozinha, as plantas podem dar aquele toque especial. Se o seu espaço não tem muita luz, experimente plantas como a espada-de-são-jorge ou a zamioculca, que se adaptam bem a ambientes mais escuros.
  • Jardins verticais e hortas urbanas: Se o seu espaço for mais pequeno, como uma varanda, um jardim vertical pode ser uma excelente solução. Para quem gosta de cozinhar, uma horta urbana pode ser uma ideia gira para cultivar as suas próprias ervas e temperos.

Mais do que uma atividade ao ar livre, plantar é um gesto que nos conecta com a natureza e nos ajuda a relaxar. Quando cuidamos das nossas plantas, estamos também a cuidar de nós. A sensação de ver algo crescer e florescer é incrível, e ainda por cima, faz-nos sentir mais tranquilos e realizados.

Vamos Plantar Juntos?

A primavera chegou e é a altura ideal para começar a dar vida ao seu espaço com plantas. Se está à procura de inspiração ou não sabe bem como integrar a natureza no seu projeto, nós estamos aqui para ajudar!

O que acha de começar o seu jardim de primavera agora?
Fale connosco para discutirmos as melhores opções para o seu espaço e criar um projeto à sua medida. Vamos transformar o seu espaço num lugar ainda mais especial!

Gostou deste artigo? Quer saber mais sobre como integrar plantas na sua casa ou jardim?

Estamos aqui para ajudar a tornar o seu projeto ainda mais verde e acolhedor. Contacte-nos.

Orçamentos de Casas: o que precisa saber antes de começar a construir

Construir (ou remodelar) uma casa é um dos maiores sonhos de muita gente. Mas, antes de pensar nos acabamentos, na cozinha perfeita ou naquela vista incrível da varanda… é preciso falar sobre o orçamento.

Se está a dar os primeiros passos e quer entender melhor como tudo funciona, este artigo é para si.

Porque é que o orçamento é tão importante?

Um bom orçamento não serve só para saber “quanto vai custar tudo”. Ele ajuda a:

  • Evitar surpresas no meio da obra
  • Tomar decisões com mais segurança
  • Controlar os gastos do início ao fim

Quando feito com detalhe e atenção, o orçamento é o seu melhor aliado durante todo o processo.

O que influencia o valor final?

Cada casa é única, por isso o orçamento também é. Mas há fatores que têm um peso grande no custo final. Veja alguns:

  • Localização do terreno (e suas características)
  • Tamanho da casa
  • Tipo de construção e materiais escolhidos
  • Complexidade do projeto
  • Acabamentos, equipamentos e nível de personalização

E claro, os honorários dos profissionais envolvidos também entram na conta (como o arquiteto, engenheiros, etc.).

Cuidado com estes erros comuns

Muita gente comete erros simples que acabam por sair caros no fim. Aqui vão alguns:

  • Começar sem orçamento fechado
  • Escolher materiais só pelo preço (sem pensar na durabilidade)
  • Não prever custos de licenças e taxas
  • Ignorar os custos com profissionais técnicos
  • Esquecer de reservar um valor para imprevistos (sim, eles acontecem!)

Quer evitar dores de cabeça? Aqui vão algumas sugestões práticas:

  • Estabeleça um limite de orçamento realista;
  • Partilhe esse valor com o arquiteto — juntos é mais fácil encontrar soluções criativas;
  • Trabalhe com um projeto bem definido antes de pedir orçamentos;
  • Compare orçamentos com atenção ao detalhe (não só ao valor final);
  • Pense a longo prazo — investir bem hoje pode poupar muito amanhã.

 

Com o apoio certo, o orçamento da sua casa pode (e deve!) ser algo tranquilo e claro. No nosso atelier, gostamos de trabalhar de forma transparente, sempre a adaptar os projetos ao que o cliente realmente pode e quer investir.

Se está a pensar construir ou remodelar, o primeiro passo é ter um bom planeamento — e nós podemos ajudar nisso.

Fale connosco para agendar uma reunião ou pedir um orçamento inicial.

Vamos analisar o seu caso com atenção, esclarecer dúvidas e, acima de tudo, ajudar a tornar o seu projeto realista e possível.

Legislação, regulamentação e normas

Legislação

 

As regulamentações e normas locais são essenciais para que os projetos estejam em conformidade com as exigências legais e que promovam um ambiente urbano sustentável e equilibrado. Construir uma casa envolve vários desafios, licenças, e legislação, mas com este artigo vai entender os principais regulamentos que orientam a atividade dos arquitetos nos diversos municípios.

Quer construir casa?
Construir uma casa envolve várias considerações, decisões e licenças importantes que merecem atenção. Neste sentido, antes de avançar, é preciso entender que um projeto envolve várias fases, desde a consulta das normas urbanísticas em vigor de cada município e gerais, regulamentos, planificação, licenças, entre outros, até à construção propriamente dita.

Alguns pontos chave que deverá ter em atenção:
Escolha do Local;
Licenças e Permissões;
Custos e Orçamento;
Sustentabilidade e Eficiência Energética;
Os projetos de casas vão muito além de simplesmente criar plantas e desenhos de arquitetura, trata-se de um processo que, tal como qualquer outro, passa por diferentes fases. Desde a análise das necessidades iniciais até a aprovação da obra, o projeto de uma casa envolve estudo prévio, programa preliminar e a solicitação de licenças de construção. É recomendável contratar um arquiteto pois ele poderá efetuar o enquadramento correto dos regulamentos e condicionantes por forma a poder obter ajuda ao longo de todo o processo.

Regulamentação Regional e Municipal
A nível local, o PDM (Plano Diretor Municipal) é o principal instrumento na gestão do território municipal. Os arquitetos, devem ter em consideração este plano que estabelece a estratégia de desenvolvimento urbanístico do município, definindo o uso do solo, as áreas de proteção ambiental e as zonas urbanizáveis.

Adicionalmente ao PDM, os Planos de Urbanização e Planos de Pormenor detalham o território em áreas específicas, estabelecendo normas precisas para a ocupação, uso e transformação do solo. Estes planos são essenciais para garantir a coerência e a integração dos novos desenvolvimentos no tecido urbano existente.

Além disso, os municípios geralmente têm também áreas específicas designadas como Áreas de Reabilitação Urbana, conhecidas como Zonas ARU, e Operações de Reabilitação Urbana (ORU), desempenhado um papel crucial no apoio a projetos de requalificação e reabilitação de edifícios antigos. Os projetos nestas áreas estão sujeitos a regulamentações que incentivam a requalificação do património edificado, promovendo a regeneração urbana e a melhoria das condições de habitabilidade e funcionalidade do espaço urbano.

Procura uma equipa para o seu projeto de arquitetura?
Se está a planear construir ou reabilitar, seja qual for o município, a equipa da A+D Studio está aqui para o ajudar. Contacte-nos para descobrir como podemos ajudá-lo a concretizar os seus sonhos!

Orçamento Projeto de Arquitetura

Orçamento

Para poder explorar os serviços de arquitetura e de um atelier de arquitetura é necessária uma compreensão clara das etapas envolvidas na solicitação de orçamentos. Descubra neste artigo como funciona o processo de pedido de honorários, entenda quanto custa um arquiteto e conheça a nossa abordagem na elaboração dos orçamentos.

O pedido de orçamento projeto arquitetura
Destacamos aos nossos clientes a importância crucial do pedido de orçamento. Na A+D Studio, não se trata apenas de disponibilizar um orçamento, mas também do compromisso de o realizar ajustado às suas necessidades e objetivos. Este processo não só evita erros futuros, mas também permite decisões que resultam numa economia de tempo e financeira.
Apenas precisa de nos fornecer informações detalhadas sobre o programa que pretende vir a incorporar no seu projeto para que possamos elaborar um orçamento e planeamento ajustado aos seus objetivos e necessidades.

Como funciona o pedido de orçamento?
As diversas etapas estão detalhadas nos passos abaixo:
1. Primeiro Contacto
Primeiramente, pode dar início ao processo ao entrar em contacto conosco, seja através do nosso formulário de contacto ou por telefone. Nesta fase inicial, pedimos que forneça informações gerais sobre o seu projeto, incluindo a localização, as principais necessidades e objetivos que gostaria de ver integrado no seu projeto.
2. Avaliação e Esclarecimento
Em seguida, entraremos em contacto para agendamento de uma reunião, que poderá ser online ou presencial, com o objetivo de esclarecer eventuais dúvidas e para obter informações adicionais.
3. Proposta de honorários e Cronograma
Posteriormente, com base nas informações recolhidas, apresentaremos a nossa proposta de honorários com um cronograma temporal para desenvolvimento das diferentes fases do projeto.
A nossa proposta apresenta uma explicação detalhada dos serviços que oferecemos, esclarecendo cada etapa do processo, desde a conceção até à conclusão. Nesta etapa, fornecemos informações específicas sobre os pagamentos associados a cada fase do projeto, garantindo uma compreensão clara e transparente.
4. Garantias e Reafirmação da Qualidade
Comprometemo-nos a assegurar qualidade em todas as fases do projeto. Esta garantia reflete a nossa dedicação em fornecer resultados que correspondam às suas expectativas. Ao reiterarmos estes compromissos, pretendemos reforçar a confiança na escolha dos nossos serviços.

Está à procura orçamento para projeto de arquitetura?
Estamos disponíveis para responder a todas as questões que possa ter ao longo deste processo e incentivamos a sua participação ativa para garantir que todas as suas expectativas são atendidas.
Assim, para obter o seu orçamento personalizado, contacte-nos.

Qual o preço de um projecto de arquitectura e de um arquiteto?

Qual o preço de um projecto de arquitectura e de um arquiteto?

Quando se fala em obras de reabilitação ou na construção de um edifício, uma das primeiras perguntas é quanto custa contratar um arquiteto e qual o custo de um projeto de arquitetura. Deste modo, consegue-se prever o montante necessário para construir o projeto dos seus sonhos e perceber um cronograma e respetivos custos fundamentais para o seu orçamento e gestão de expectativas.

O preço de cada profissional ou projeto depende de diversos fatores, entre eles a experiência e a complexidade do que é pedido. Porém, existe uma linha geral que permite ter uma estimativa de custos e que, consequentemente, se poderá transformar num orçamento. Em todo o caso, nada invalida o pedido de orçamento personalizado para conseguir ter acesso ao real custo do que pretende.

De modo a conseguir ajudá-lo a perceber o preço de um arquiteto ou de um projeto de arquitetura, reunimos neste artigo algumas informações relevantes.

 

O que faz um arquiteto?

A arquitetura envolve o processo e o produto do planeamento, conceção, e construção de edifícios ou outras estruturas. Assim, o profissional incumbido de desenhar e projetar edifícios é o arquiteto, que normalmente trabalha com engenheiros e empreiteiros na área de construção. Deste modo, coopera com todas as partes, com o intuito de coordenar e controlar a qualidade da obra.

Este profissional envolve-se em todas as fases do projeto, desde a conceção do conceito, construção até à sua conclusão. Apesar de não ser muito falado, a orientação arquitetónica está disponível para projetos de qualquer envergadura, mediante prazos de concretização distintos. Aliás, estes profissionais podem prestar serviços de consultoria, mesmo quando já existe um plano definido.

 

O que influência o custo de um arquiteto?

Conforme foi referido anteriormente, existem diversas formas de calcular os honorários de um arquiteto. Contudo, outra questão que se coloca é a seguinte: quais são os fatores que, de facto, influenciam o preço de um arquiteto em Portugal?

Tal como seria de esperar, as mais comuns prendem-se com a dimensão do projeto, o acompanhamento ou não de todo o processo de obra e, de forma habitual, a área total da edificação. Porém, existes outros aspetos:

  • Experiência do profissional;
  • O tipo e a quantidade de serviços oferecidos;
  • A complexidade do projeto;
  • Área geográfica onde se situa o edifício.

 

Preço arquiteto e projeto de arquitetura: em que é que se baseia?

Conforme foi explicado, existem algumas variáveis que influenciam na precificação de um projeto de arquitetura. Contudo, convém saber que em Portugal existiram um conjunto de regras que o governo implementou para o cálculo de honorários para projetos.

O primeiro surgiu em 1940 (RCHAP) e mais tarde, em 1972, (ICHPOP), sendo que este último se referia a projetos de obras públicas. Veio substituir o primeiro, cujo cálculo seria feito a partir de uma percentagem do valor da obra a executar. Mais tarde, em 2003, devido à livre circulação de pessoas e bens no espaço comunitário, assim como a livre concorrência do mercado, proibiu-se a fixação de tabelas de preços por parte das associações profissionais. Entre elas encontra-se a Ordem dos Arquitetos.

Atualmente, os profissionais de arquitetura estabelecem e aplicam os valores em conformidade com o seu trabalho. Contudo, existem essencialmente cinco formas de calcular os seus honorários:

 

  1. Custo em função do tempo despendido

Nesta modalidade é difícil determinar um valor em antemão, uma vez que só depois da conclusão do projeto é que se consegue apurar o número de horas gastos na execução do mesmo. Contudo, pode-se fazer uma estimativa que, tal como é possível perceber, poderá diferir do resultado final, que, entre outros, depende do número de alterações feitas.

 

  1. Preço em função do trabalho/valor fixo

Em função do que o cliente pedir, o profissional poderá apresentar um valor fixo pelo trabalho a ser executado. Neste caso, é importante saber em antemão o que está incluído no preço final para que não tenha nenhuma situação inesperada com o seu projeto.

 

  1. Cálculos em função de percentagem

Esta modalidade prevê que os valores dos honorários são definidos com base numa percentagem da estimativa de custos efetuada pelo arquiteto.
A estimativa de custos, tal como o próprio nome indica, tem como base registos feitos pelo profissional bem como nas informações que as entidades públicas e privadas dão para determinadas licenças. Posteriormente, o valor poderá ser acertado após o real custo da obra.

 

  1. Tabela de valor mediante a área

Muitos arquitetos optam por cobrar de acordo com o metro quadrado dos projetos. Porém, este nunca será um fator isolado, equacionando-se conjuntamente com as horas trabalhadas, reputação, complexidade do projeto ou a necessidade de obter licenças

 

  1. Percentagem dos custos de produção

Quando se fala em projetos de maior dimensão, normalmente construções ou remodelações totais, é comum que os profissionais cobrem uma percentagem dos custos totais da construção.

De modo geral, a empresa de arquitetura define a percentagem a pagar após ser considerado o custo total da obra. Assim, é considerada não só a planificação como todo o processo de demolição, construção, instalação de portas e janelas, entre outros.

Tal como seria de esperar, as percentagens variam em função da extensão dos serviços prestados.

 

Quais são os valores mais comuns para estes serviços?

Com base na informação acima, poderá compreender que os valores variam com base em diversos fatores e por esse facto recomendamos pedir um orçamento personalizado. Só assim conseguirá saber o quanto terá de gastar para ter o seu projeto. Se está à procura de arquiteto peça-nos o seu orçamento, teremos todo o gosto em ajudá-lo.

 

4 vantagens de contratar um arquiteto

Se ainda está reticente quanto à sua contratação, a A+D Studio dá-lhe 4 bons motivos para o fazer.

  1. Taxa de sucesso graças às obras planeadas

Independentemente de serem obras de remodelação ou construção, contar com um projeto detalhado ajuda a que a taxa de sucesso da obra seja maior. Assim, o cliente poderá tomar decisões antecipadamente, garantindo que a construção incluirá todos os detalhes pretendidos.

  1. Viabilidade da Obra

Apesar de se pensar que contratar um arquiteto é indispensável, a verdade é que só assim se consegue a viabilidade do projeto. Porquê? Porque, graças às suas formações e experiência, este profissional conseguirá informá-lo sobre diversas questões, entre as quais:

  • Aquisição do terreno ou imóvel;
  • Programa;
  • Implantação;
  • Como garantir soluções sustentáveis;
  • Quais os materiais a escolher e porquê

Em suma, este profissional irá analisar todas as soluções existentes para apresentar a que melhor se adapta às suas necessidades. Isso inclui a famosa relação qualidade-preço.

  1. Projeto personalizado

Algo com que um arquiteto se preocupa é, precisamente, o gosto e as necessidades do cliente. Como tal, irá tentar entender quais são as suas referências, apresentando um projeto funcional e que vá de encontro as suas expectativas.

  1. Cumprimento do projeto

Por último, mas não menos importante, a presença de um arquiteto garante o cumprimento do projeto. Tal acontece, pois, durante a execução da obra existe um acompanhamento técnico, garantindo a qualidade do projeto.

 

Quanto custa um projeto de arquitetura: as exigências que deve ter na contratação

De modo a que a elaboração dos projetos de arquitetura possa ser a correta, é fulcral encontrar profissionais adequados para realizar os serviços que pretende contratar. Assim, é importante ter em conta dois fatores.

  • Os diferentes projetos arquitetónicos

Cada projeto de arquitetura é único e requer competências específicas por parte dos profissionais envolvidos. Desde a conceção de uma moradia até à elaboração de um projeto de grande escala, as exigências variam significativamente. Assim, ao contratar um arquiteto, é essencial verificar se ele possui experiência e competências no tipo de projeto que deseja desenvolver. Tal garante não apenas a qualidade do trabalho final, mas também uma compreensão aprofundada das exigências específicas do projeto, resultando em soluções mais eficazes e inovadoras.

  • Diversos tipos de edifícios

Além da especialidade, existem arquitetos que se podem especializar em diferentes domínios, isto é, em diferentes tipos de projeto ou tipologias de propriedade. Estes fatores podem, inclusive, ter impacto nos orçamentos que são fornecidos ao cliente. Por exemplo, se se tratam de habitações unifamiliares, podem existir diversos projetos, com subdivisões que podem ser aplicadas:

  • Casa geminada: moradias similares que poupam nos custos, uma vez que reduz a área da fachada;
  • Casas em banda: encontram-se encostadas, mas têm apenas duas fachadas, e são muito económicas do ponto de vista dos custos da obra;
  • Habitação isolada: apresenta quatro fachadas, maior autonomia e privacidade. Contudo, é uma habitação mais cara por metro quadrado, dado que tem mais área de fachada;
  • Multifamiliar: alberga várias famílias num só espaço, como é o caso dos condomínios fechados, acesso por galeria, acesso por caixa de escadas, os prédios ou o acesso direto.
  • Unidade hoteleira, entre outros.

 

Procura uma equipa de arquitetos para o seu projeto de arquitetura?

Peça-nos um orçamento e descubra como é que o podemos ajudar!

Construir Casa em Portugal – etapas para construção da sua moradia

Construir Casa em Portugal – etapas para construção da sua moradia

Nada melhor que começar o novo ano que se avizinha com novos projetos. Melhor ainda quando temos o conhecimento necessário para que a sua realização seja concretizada.

A A+D Studio pode ajudar a concretizar o seu sonho!

Sempre sonhou em ter sua própria casa. Já avaliou os prós e os contras de construir ou comprar e decidiu construir! Mas agora vem a pergunta crucial: quanto custa construir uma casa nos dias de hoje? E quais são os custos que deve considerar desde já?

Planeamento

A elaboração de um programa em conjunto com a equipa de arquitetos, é um processo de troca de informação mútua. Um bom planeamento irá esclarecer o dono da obra quanto à dimensão do edifício, o desempenho, os custos e prazos do projeto e obra. Para um desenho sustentável nesta fase, o arquiteto deverá aconselhá-lo sobre as potencialidades de um bom desenho para melhorar o desempenho ambiental do edifício.

Custo inicial e custo ao longo do ciclo de vida do edifício

O custo de construção de um projeto bem planeado muitas vezes é menor do que o de um projeto mal executado. Além disso, é importante considerar que o custo adicional de componentes de alta qualidade frequentemente compensa a longo prazo. Investir em isolamentos mais espessos, vidros de baixa emissividade, sistemas de iluminação passiva com deteção de movimento, aquecimento controlado por temperatura externa e iluminação artificial controlada por células fotoelétricas pode implicar um custo inicial mais elevado. No entanto, em muitos casos, essa diferença de custo está diminuindo, podendo ser rapidamente compensada pela economia no custo de manutenção e operação.

Estamos aqui para ajudá-lo a construir a casa dos seus sonhos. Assim como os três porquinhos, que protegiam o seu futuro, também deve construir o seu futuro passo a passo, tijolo por tijolo, começando por um orçamento sólido antes de iniciar a construir a sua casa.

 

Deixamos-lhe 8 aspetos a ter em consideração se pretender construir casa em 2025

  1. Escolha do terreno

Para iniciar a construção de uma casa de raiz, é essencial escolher o terreno adequado. Este é o primeiro grande passo deste projeto e deve ser cuidadosamente ponderado. Um terreno inadequado pode implicar custos adicionais para lidar com problemas como linhas de água ou corrigir declives, que frequentemente exigem movimentação de terra, entre outros. É importante também garantir que o terreno está localizado numa área autorizada para construção e e dotado de infra estruturas básicas, como rede de água, gás e eletricidade. Caso contrário, será necessário considerar o custo adicional para instalar estas infraestruturas básicas, especialmente em áreas não loteadas.

Qual a diferença entre um projeto “chave na mão” e construir uma casa de raiz?

Para quem deseja construir uma moradia, mas não tem disponibilidade ou não deseja tratar de todo o processo sozinho, a solução “chave na mão” pode ser muito apelativa. Com esta opção o cliente pode escolher o terreno no qual pretende construir a sua futura casa, qual o tipo de construção que prefere e o próprio projeto de arquitetura.
A empresa que estiver por detrás do projeto trata de tudo, inclusive das licenças necessárias.

  1. Atenção na localização

Ao nível do preço, é claro que a localização geográfica terá muita influência. Um terreno próximo da praia ou de uma cidade (especialmente nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa), por exemplo, será, à partida, mais caro do que um localizado numa zona rural interior ou com menos acessibilidades.

Após encontrar o terreno, prepare-se para tomar diversas decisões! Em cada etapa da projeto/construção, terá de fazer várias escolhas que irão impactar o custo final da sua casa. É essencial começar com uma visão detalhada e bem planeada da casa que deseja. E não nos referimos apenas ao número de quartos e aos acabamentos. Se não definir o seu orçamento desde o início, acabará por ter de efetuar muitos pedidos de alteração ao projeto.

  1. Qual será a dimensão da sua habitação?

Naturalmente, quanto maior for a habitação, mais elevado será o custo, a não ser que opte por materiais mais económicos. Ainda assim, mesmo que selecione materiais mais acessíveis, o tamanho da moradia poderá sempre influenciar o custo final, uma vez que uma habitação maior implica não só mais materiais como mais mão-de-obra e, consequentemente, um maior número de horas de trabalho.

Optar por uma casa pré-fabricada também pode ser uma solução mais acessível em termos de preço e mais rápida a construir.

  1. Reabilitação

Regra geral, é mais sustentável renovar e reutilizar edifícios existentes do que demolir e construir de novo. A reabilitação implica um consumo de menos materiais e menos energia em demolição e transporte. O âmbito dos projetos de reabilitação pode variar desde a renovação da decoração interior até à renovação parcial da estrutura primária com as consequentes alterações e renovações. As instalações de aquecimento e arrefecimento, ventilação e iluminação, tornam-se mais eficazes e os elementos exteriores tais como janelas e portas, podem contribuir para um melhor desempenho energético.

  1. Ter em consideração a mão-de-obra necessária para construir uma casa

Construir uma casa envolve uma equipa multidisciplinar e pode ser desgastante ter de ser o Dono de Obra a coordenar e a gerir os diferentes intervenientes nas diferentes fases da obra. Se porventura escolher entregar o seu projeto a um construtor ou mesmo a uma empresa especializada nesta área, não gastará tanto tempo a procurar. Aconselhamos a solicitar um orçamento e ponderar pela solução mais vantajosa.

  1. Quais são as licenças necessárias?

O facto de comprar um terreno não significa que possa usar e dispor livremente da área abrangida. Existem condicionantes legais a respeitar neste âmbito. Se pretende recuperar uma casa antiga, conheça aqui as licenças necessárias.

É mais barato comprar ou construir uma casa? Portanto, depois de reduzir o custo de construção de uma casa, você pode se perguntar se é mais económico comprar uma já existente. Boa pergunta. Novamente, os fatores que influenciam os custos de habitação são variados, tornando impossível fornecer uma resposta única. No entanto, podemos ajudar a tomar uma decisão.

  1. Assistência à obra ou fiscalização?

A fiscalização de obra é assegurada por um elemento ou equipa, que é, simultaneamente, o interlocutor do dono de obra. O empreiteiro principal lida no local com a sua equipa e com um conjunto de especialistas. No entanto, muita questão tem que ser igualmente coordenadas: a qualidade da construção, o cumprimento rigoroso dos projetos e o controlo eficaz dos custos dos materiais e da mão de obra. A gestão da construção dotada de uma consciência ambiental e a correta execução de certos itens poderão melhorar consideravelmente o desempenho da construção.

  1. Recepção da obra

Antes de ser efetuada a recepção da obra pelo Dono de Obra, o arquiteto faz a inspeção ao edifício para última verificação de acordo com os desenhos e peças escritas entregues. A entrega pode envolver o fornecimento de desenhos da construção e especificações, recomendações sobre a manutenção dos sistemas e dos componentes, bem como sobre reparações, desempenho das instalações especiais e, cada vez mais, uma Pasta com recomendações de segurança sobre manutenção e reparação.

 

Está pronto para construir a casa dos seus sonhos?

Peça a nossa consultoria ou seu orçamento para projeto arquitetura aqui.

Recuperar uma casa antiga

Reabilitação

Recuperar uma casa antiga

Para iniciar um projeto de recuperação de uma casa antiga, é essencial perceber quais são os requisitos necessários para o licenciamento. Deve inicialmente, certificar-se se as obras planeadas carecem ou não de controlo.

A comunicação prévia consiste numa declaração que, quando devidamente elaborada, autoriza o interessado a prosseguir imediatamente certas atividades urbanas após o pagamento das taxas aplicáveis, sem necessidade de solicitar permissões adicionais. Esta modalidade de procedimento possibilita a realização de diversas obras:

  • construção
  • reconstrução
  • ampliação
  • alterações

Para tal, têm de estar enquadradas nos diversos contextos:

  • Se encontram dentro de área abrangida por loteamento ou plano de pormenor, desde que se refere a obras de reconstrução que não impliquem o aumento na altura da fachada ou no número de pisos.
  • Sejam referentes a obras localizadas numa “Área de Frente Urbana Contínua Consolidada”, que estejam em conformidade com o plano diretor municipal e das quais não resulte numa construção mais alta do que a altura predominante das fachadas da linha edificada do lado da rua onde se insere a nova construção, entre as duas transversais mais próximas, em ambas as direções.
  • Estão relacionadas à construção de piscinas associadas à construção principal.
  • Tenham sido precedidas por uma informação prévia favorável, conforme estipulado nos termos dos n.ºs 2 e 3 do artigo 14.º do Regulamento Jurídico da Urbanização e da Edificação.

 

Comunicação prévia de obra de edificação

  1. Este processo compreende os seguintes passos:
  2. Submissão do pedido e pagamento da taxa respetiva pelo requerente
  3. Verificação dos documentos instrutórios pelos serviços municipais
  4. Análise do pedido, pelos serviços municipais
  5. Deferimento pelos serviços municipais
  6. Cálculo das taxas e notificação ao requerente para pagamento
  7. Pagamento efetuado pelo requerente

 

Comunicação prévia de obra de edificação simplificada

Esta modalidade permite ao requerente comunicar previamente as obras de edificação.

O início das obras é autorizado após uma comunicação prévia bem instruída e o pagamento das taxas aplicáveis à intervenção urbana. A documentação que confirma a submissão à Câmara Municipal e o pagamento das taxas serve como título para essa comunicação prévia.

As substituições de materiais de revestimento exterior ou telhados que não alterem a implantação, juntamente com mudanças de cor, estão sujeitas a um processo simplificado de instrução nos seus procedimentos.

No entanto, se o imóvel for de INTERESSE PATRIMONIAL… o procedimento a instruir será um Licenciamento.

 

Operações Urbanísticas Envolvendo Demolição

A Lei n.º 79/2017, de 18 de agosto, destinada a instituir medidas de preservação do patrimônio azulejar e que alterou o RJUE, estabelece que estão sujeitas a controlo prévio de licenciamento as intervenções urbanísticas que resultem na remoção de azulejos das fachadas. Tal aplica-se independentemente da sua confrontação para espaços públicos ou logradouros. No caso das operações urbanísticas descritas nas alíneas a) a e) e i) do n.º 2 do artigo 4.º, a demolição de fachadas revestidas com azulejos ou a remoção destes requer licença específica da Câmara Municipal, podendo ser motivo de recusa, exceto em circunstâncias devidamente justificadas e autorizadas pela ausência ou valor patrimonial limitado dos azulejos.

Por outro lado, nos termos definidos no artigo 157º do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), a demolição de edifícios deve ser autorizada quando:

  1. Quando for necessária para a execução de plano de urbanização ou plano de pormenor;
  2. Quando for integrada em operação de reabilitação urbana, prevista no quadro de uma unidade de execução ou de plano intermunicipal ou de plano municipal;
  3. Quando os edifícios careçam de condições de segurança ou de salubridade indispensáveis ao fim a que se destinam e a respetiva beneficiação ou reparação for técnica ou economicamente inviável;
  4. Quando as características arquitetônicas dos edifícios ou a sua integração urbanística revelem falta de qualidade ou desadequação.

Assim, as intervenções urbanísticas que envolvam a demolição de estruturas, é necessário que o pedido inclua um relatório detalhado sobre o imóvel a demolir. Esse relatório deve conter a memória descritiva, levantamento fotográfico, levantamento arquitetônico ou qualquer outro método que permita uma avaliação completa da proposta de demolição.

Os serviços municipais podem autorizar a realização da demolição, desde que justificada, com a condição de que haja contacto prévio com a Divisão Municipal de Património Cultural. Esse contacto visa avaliar a relevância para o Banco de Materiais dos elementos construtivos removidos, tais como cantarias, ferros forjados, azulejos, carpintaria, entre outros.

 

Procedimento Simplificado

Para além do estipulado na Lei n.º 79/2017, de 18 de agosto, estão sujeitas a um procedimento simplificado, no que diz respeito à instrução dos processos, as obras que envolvem a substituição de materiais de revestimento exterior ou de cobertura, contanto que não impliquem alterações à implantação, assim como às alterações de cor.

Os elementos instrutórios para esta autorização incluem os elementos especificados no formulário próprio de cada Câmara Municipal. Para tais operações urbanísticas, a memória descritiva e justificativo deve sempre mencionar as cores, fazendo referência à paleta de cores RAL ou NCS (Sistema Natural de Cores), ou, quando aplicável, apresentar uma amostra da cor ou do material a ser utilizado, além de detalhar os materiais utilizados nas fachadas e na cobertura.

A A+D Studio Arquitectura poderá ajudá-lo na reabilitação o seu imóvel, selecionando as melhores soluções para o seu projeto e à medida das suas expectativas.

Certificação energética em casas antigas

Reabilitação - Certificado energético

Certificação energética em casas antigas

Como explicamos num outro artigo, certificação energética é um documento que avalia o desempenho energético de um edifício,  atribuindo-lhe uma classificação de eficiência energética numa escala de A+ (mais eficiente) a F (menos eficiente). Este processo envolve uma análise das características do edifício, os materiais com que foi construído, incluindo isolamento, sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado, entre outros. No nosso país, a certificação energética é obrigatória tanto para edifícios novos como para os existentes, quando estes são colocados para venda ou arrendamento.

O certificado energético é obrigatório em casas antigas?

No que diz respeito à legislação portuguesa sobre a certificação energética de edifícios antigos, esta é regida pelo Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto. Este, estabelece as normas e procedimentos para a certificação energética em Portugal, incluindo a obrigatoriedade do certificado energético em casa antigas a partir do momento em que são colocadas à venda ou para arredar.

O certificado tem de ser apresentado aquando da celebração do contrato de compra/venda ou arrendamento, atestando, que a informação sobre a que classe energética o imóvel pertence. Os edifícios que sejam alvo de intervenções superiores a 25% do seu valor são obrigados a solicitar a emissão do certificado energético.

Quando se trata de casas antigas em Portugal, a certificação energética pode ser um desafio devido às características específicas destes edifícios devido às paredes, janelas desatualizadas e sistemas de aquecimento ineficientes ou inexistente. Ainda assim, é fundamental cumprir com a legislação em vigor, que não só permite aos proprietários compreenderem o desempenho energético das suas propriedades, como também informa potenciais compradores ou inquilinos sobre os gastos/custos de energia associados.

Situações que dispensam a apresentação de certificado energético

Existem no entanto algumas situações específicas em que a apresentação do certificado energético não é obrigatória. De acordo com a legislação em vigor, algumas das situações que dispensam a apresentação deste certificado incluem:

  • Os edifícios unifamiliares na medida em que constituam edifícios autónomos com área útil igual ou inferior a 50m2;
  • Os edifícios de comércio e serviços devolutos, até à sua venda ou locação depois da entrada em vigor do presente diploma;
  • Os edifícios em ruínas;

Para mais informações consulte o nosso artigo ou através do website oficial da ADENE.